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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

" Quem canta reza duas vezes".

''Quem canta reza duas vezes''.  Santo Agostinho.



O canto e a música litúrgica favorecem e aprofundam a comunhão com Deus e com a comunidade. Para que isso aconteça, há critérios que devem ser respeitados: a fundamentação bíblica; a conformidade dos textos com a doutrina católica; sua origem preferencial nas fontes litúrgicas; a qualidade da harmonia; a beleza e a profundidade da oração da igreja; a possibilidade da participação da assembléia; a riqueza da expressão cultural do povo de Deus e o caráter sagrado e solene da celebração.

Segundo o catecismo da igreja católica 1156 - A tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de valor inestimável que se destaca entre as demais expressões de arte, principalmente porque o canto sacro, ligado às palavras, é parte necessária ou integrante da liturgia solene.
Percebendo a importância da música em consonância com a liturgia surge uma dúvida, podemos cantar músicas protestantes em nossa comunidade, nos grupos e na Santa Missa?
Este texto não tem a intenção de ofender, apenas acredito que a informação nos dá uma autonomia para fazer boas escolhas.

Segue na íntegra a postagem de padre Joãozinho de agosto de 2009:
Quero recorrer a uma frase de Dom Estevão Bettencourt, o mesmo que padre Joãozinho já citou em seu blog.
1) “Pois bem, os protestantes têm seus cantos religiosos, cuja letra exprime a fé protestante. O católico que utiliza esses cânticos, não pode deixar de assimilar aos poucos a mentalidade protestante; esta é, em certos casos, mais subjetiva e sentimental do que a católica.
2) Os cantos protestantes ignoram verdades centrais do Cristianismo: A Eucaristia, a comunhão dos santos, a Igreja Mãe e Mestra… Esses temas não podem faltar numa autêntica espiritualidade cristã.
3) Deve-se estimular a produção de cânticos com base na doutrina da fé.” (Dom Estevão Tavares Bettencourt, OSB- Pergunte e Responderemos n. 516)” Outra frase: “Lex orandi lex credendi” (Nós oramos de acordo com aquilo que cremos).
Pontos importantes: 
O canto exprime a fé religiosa. Nossa fé, por mais que tenham pontos que se encontrem com a fé protestante, não é a mesma. Não podemos sair por aí dizendo que, por acreditarmos em Deus, expressamos a mesma fé ou o que importa é acreditar em Deus e tudo bem. Existem diferenças muito importantes.
No item dois, ele diz que o canto protestante ignora verdades centrais do Cristianismo: Eucarística, comunhão dos santos, dogmas etc. Tal música parece que foi feita para a Eucaristia, mas não foi; outra música parece que foi feita para a Missa, mas não foi. Porque eles não acreditam nessas verdades; então, se você não acredita no que canta, deixa de ser verdadeiro na sua canção.
Há uns 40 anos a igreja tinha poucos músicos  católicos, poucos compositores,algumas músicas protestantes acabaram popularizando tanto no meio católico que nem mesmo sabemos que são protestantes, músicas que, de alguma forma, ofenderam ou ofendem nossa fé. Hoje é diferente,  são inúmeros cantores católicos, inúmeras composições que de fato nos faz rezar (cantar) a nossa fé. 
Ressaltando a última frase “1158 – Todavia, os textos destinados ao canto sacro hão de ser conformes à Doutrina Católica, sendo até tirados de preferência das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas”. 
Espero ter contribuído e sem ofender. 
Paz e bem!
 Imagem relacionada
      Fontes: 
Catecismo da Igreja Católica 
https://musica.cancaonova.com/formacao-para-musicos/musica-protestante-nos-encontros-catolicos-sim-ou-nao/

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